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Um fantasma ameaça o futuro do novo prefeito de Bacabal
Publicada em 01/07/2018 às 14:52:35

Corria o ano de 1992 quando o hoje senador João Alberto bolou um plano para se apossar da prefeitura de Bacabal através de um parente. Um irmão até então conhecido de poucos na cidade, aportou na terra bacabalense para ser guindado à condição de candidato a prefeito.

Paralelo a isso existia um movimento rebelde que ia de encontro aos planos do Carcará. Esse movimento tinha a intenção de lançar como candidato a prefeito o Contador e Vereador Jocimar Alves de Souza.

Foi o que aconteceu. De conduta truculenta e sem habilidade política, Zé Manoel não conseguiu se inserir na sociedade bacabalense, sequer memorizar os nomes de muitos povoados. João Alberto perdeu quanto a indicação e ao final do pleito eleitoral Jocimar foi eleito prefeito com 13.631 votos contra 10.359 de Bete Lago e 7.405 votos de Clodomir Filho.

E a história do fantasma?

É justamente com a eleição de Jocimar que começa a se construir uma das mais terríveis páginas da história pessoal daquele bom homem e da história da cidade.

Dono de uma personalidade calma, de homem pacificador e prudente, Jocimar viu seu mandato ser sequestrado. Tutelado por João Alberto e por Gilberto Lacerda, foi durante quatro anos uma figura decorativa na Administração. Ele sabia disso.

O resultado é que hoje, quase três décadas depois, a gestão do bom homem é considerada a pior de toda a história da cidade, não obstante o ex-prefeito José Alberto Velozo ter se esforçado para ser o pior.

É o fantasma do ‘prefeito Jocimar’ que se instalou na Prefeitura. Perseguiu José Alberto e ameaça a gestão do vereador Edvan Brandão que está prestes a assumir o Executivo por força de determinação judicial.

É tudo muito parecido. Assim como Edvan, Jocimar saiu da Câmara para a Prefeitura. Tal como Jocimar, Edvan estará cercado por João Alberto e sua equipe, hoje muito maior e que inclui o filho João Marcelo, o deputado estadual Roberto Costa e seu staff. É muita gente. Uma gente que não tem mais o Governo do Estado em suas mãos. Todos querem um pedaço do Poder.

Numa coisa Edvan Brandão é diferente de Jocimar. Aquele, antes de ser eleito dizia aos mais próximos e em voz alta que alguns “estavam enganados” com ele. Jocimar fazia promessas de que imprimiria na Prefeitura uma marca própria, sem se deixar ser tutelado por qualquer pessoa. Edvan Brandão não é dado a falar muito. Não prometeu a ninguém que será um prefeito duro, dono de si e não refém de um grupo. O máximo que permitiu sabermos a respeito dos seus anseios, é a vontade de concorrer como candidato na eleição suplementar.

Administrar e pensar na campanha

São esses os dois viés impostos ao vereador Edvan Brandão quando sentar na cadeira de Prefeito. Por mais que o TRE demore a convocar a eleição, o tempo que for será pouco para o novo prefeito apresentar resultados positivos.

Não se descarta no atual cenário o desejo de João Alberto de ser candidato seja na eleição suplementar, seja na próxima eleição ordinária em 2020. E isso deve ser motivo de preocupação para Edvan Brandão a partir da formação do seu secretariado.

Se o novo prefeito tem mesmo a vontade de imprimir um modelo próprio de gestão, terá que dizer mais ‘não’ do que ‘sim’. Não é fácil. Edvan não tem grupo, aportou no grupo do senador João Alberto como um trunfo para desestabilizar o grupo de José Vieira na eleição da Câmara.

A depender da relação dos nomes que vão compor o seu secretariado, será possível vislumbrar se o fantasma da gestão de 92 está encapsulado ou serelepe pelas salas da Prefeitura de Bacabal. O certo seria formar um time com nomes que não estejam carimbados com a estigma de serem apadrinhados por um dos caciques do grupo.

Como eu disse, a tarefa não é fácil. Mas isso seria emblemático para um político que tenta se mostrar como líder e construir uma imagem que lhe permita ser candidato na próxima eleição com chances reais de se eleger. Além dos cargos ainda tem a divisão do Poder em torno de filões financeiramente lucrativos como o controle da iluminação pública e a coleta do lixo.

Como falta ao novo prefeito a experiência administrativa, ajudaria bastante se pudesse formar uma equipe escolhida dentre pessoas que confie e não impostas num rateio do grupo político.

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