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Deputado do Maranhão incluído na lista do trabalho escravo já proibiu bispo e padre de visitarem famílias despejadas da sua fazenda
Publicada em 25/04/2018 às 11:26:14

Com a divulgação de que o nome do deputado estadual Carlinhos Florêncio foi incluído na lista suja do trabalho escravo, novos e antigos fatos sobre a vida empresarial do parlamentar começaram a ser levantados pela Imprensa.

Coube ao jornalista Alceu Castiliho que assina o site ‘De Olho nos Ruralistas’, trazer a público o levantamento do patrimônio declarado do deputado Florêcio que em apenas seis anos saltou de R$ 1,3 milhão para R$ 7,7 milhões.

No inicio do mês de abril, o governo federal voltou a divulgar a lista do trabalho escravo e incluiu o nome de Carlinhos Florêncio dentre os proprietários de empresas que submetem os trabalhadores a condições terríveis classificadas como ‘análogas à de trabalho escravo. A investigação e autuação foi feita na fazenda Tremendal, uma das cinco fazendas de Carlihos Florêncio, sendo esta localizada no município de Parnarama. Na propriedade a fiscalização do Ministério do Trabalho encontrou nove trabalhadores em situação de trabalho escravo (releia).

Volta ao noticiário o fato de que ao comprar a propriedade, também chamada de Fazendinha, com 4.295 hectares, Florêncio despejou 33 famílias que moravam há 60 anos no local. Trecho da reportagem do Jornal Pequeno da época relata :

"Os participantes do Seminário Internacional do Bioma Cerrado, realizado em Balsas, subscreveram um manifesto solidarizando-se com o bispo da Diocese de Caxias, dom Luís D´Andrea, e com o pároco de Parnarama, padre Eliezer, que estão impedidos de visitar as 33 famílias despejadas pela Polícia do ex-povoado Fazendinha, município de Parnarama. O Juiz da comarca de Parnarama, Celso Pinheiro Júnior, expediu um mandado de manutenção de posse, reintegrando José Carlos Nobre Monteiro nos 3,23 mil hectares da Fazenda Tremendal, adquirida do fazendeiro Simão Barbosa Carvalho. Dom Luís e o padre Eliezer assistiam espiritualmente os lavradores despejados, abastecendo-os com cestas básicas. Entre os signatários encontram-se Leonardo Boff, dom Franco Mosserdotti-bispo de Balsas, dom Xavier Gilles-bispo de Viana, e mais 40 religiosos e lideranças sindicais do Maranhão, Tocantins e Pará."

Antes de Florêncio comprar a propriedade o clima era de paz

Relata ainda a reportagem do Jornal Pequeno, com base no testemunho de membros da Igreja Católica e dos próprios moradores, que a convivência entre os lavradores e o proprietário era pacífica: "As famílias residiam há mais de 60 anos no povoado Fazendinha e conviviam pacificamente com o antigo proprietário Simão Barbosa de Carvalho que cobrava de cada uma delas 60 quilos de arroz anualmente por cada linha. A data Tanque em que está encravada a Fazenda Tremendal se estende por sete mil hectares, porém Barbosa Carvalho só possui a documentação de cinco mil, dos quais 3,23 mil hectares vendeu a José Carlos. Não se sabe qual a área devidamente legalizada em nome de Barbosa Carvalho, porque existe a versão de que ela se constitui de terras devolutas e pertencentes a ausentes desconhecidos e que as 33 famílias são posseiros de mais de três gerações".

A matéria completa pode ser lida aqui.
 

 

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